Da Viagem para o Lar com os Amigos

Como se relacionar com alguém que vive em viagem? Alguém que tanto conheceu, e por mais ainda anseia conhecer?

Se for, que seja como uma estada, aquele pedaço de terra ao qual voltamos quando cansamos do mundo. Nesta pousada de nome lar, encontramos aqueles que têm nossos sentimentos, pessoas que materializam lembranças que nos acompanhavam durante nossas jornadas e destinos.

E ficamos, bebemos, conversamos e rimos, ficamos mudos: o silêncio que metade das vezes são ruídos. Ou calmo, como uma música sintonizada com nosso ritmo. Tudo se diz em gestos; em cores no olhar, em brilhos que o rosto emite. Muito se diz com muito pouco. E pouco não é, estar com pessoas que em silêncio se sentem bem.

Mas que o silêncio seja o intervalo dos atos, deliciosamente longos e adoravelmente cansativos, que nos fazem dormir como anjos em leitos de plumas, ainda que diabos fôssemos até momentos antes de adormecer.

E por nisso falar, nada como a saudade, para o prazer do amor agigantar. Essa falta, lembrança, do que se sabe ser bom e que nos faz tão bem. Nada é tão doce, sem enjoar, como o desejo em pensamento a seu dono encontrar.

da série “past posts”, textos antigos não-publicados. Este é de nov 2013.

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