Arco-Íris

A antigos gregos tratava-se de rastros deixados pela deusa Íris, esposa de Zéfiro, deus do vento oeste, demarcando a trajetória percorrida pela estafeta dos deuses em serviço entre os humanos e deidades, abastecendo de água coletada dos mares e lagos as nuvens, e de mensagens divinas os mortais. Possivelmente ela só mensageava quando chuva e sol se encontrassem, acontecimento raro. Ao islamismo, judaísmo e cristianismo, tratava-se de contrato ostensivo entre Deus e a humanidade, onde não mais faleceriam pessoas por inundações ou dilúvios após a arca de Noé ter cumprido sua função. Me faz presente a impressão, de que as cores celestes diurnas semicirculares precedem, em muito, a existência de livros e seres humanos, assim como o faz a indiscreta demonstração de filhos de Deus continuarem sendo mortos em enchentes torrenciais, advindas de precipitações intensas ou por invasão de oceanos sobre continentes.

Vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta, sete cores tradicionalmente associadas à manifestação natural. Em diferentes línguas é chamada de arco do céu, arco da chuva, arco de cores; ou “arco-íris”, como no português e espanhol. Este último nome é mais científico, dado ser íris o espectro luminoso decorrente do fenômeno de difração da luz alva ao passar por uma barreira, abertura ou fenda. A percepção de diferentes amplitudes de luz como cores é uma ilusão de nosso cérebro, sua forma de interpretação dessas variações, um modo de nos auxiliar a diferenciar e reconhecer as particularidades do mundo. O que o córtex do lobo occipital vê como branco, é a sua representação para a captação imbricada do amplo espectro luminoso. A luz se locomove como uma onda eletromagnética, e no vácuo, todas as ondas eletromagnéticas se movem à mesma velocidade. Ou seja, onde há matéria, são afetadas em seu deslocamento de acordo com suas amplitudes. Assim, como cada emissão eletromagnética individual de fótons que compõe a luz tem uma frequência e um comprimento próprio de onda, ao passar por um obstáculo translúcido angular adequado, deslocando-se de um meio para outro com densidade destoante, tem a sua velocidade e direção subitamente alterada, terminando cada uma por curvar sua trajetória em um grau distinto, e cada cor captável por nossa retina se torna visível a nós, se as condições de iluminação e posição relativa de observação forem favoráveis. No espaço sideral, a luz do sol nos parece branca, resposta do sistema visual humano à simultaneidade de todas as suas infinitas cores; mais de um milhão, a que apenas uma parte os olhos podem divisar, e produzidas por nossa estrela anã amarela em intensidades desiguais. Todas chegam até nós durante o dia. Um objeto azul não dotado de luz própria reflete a frequência correspondente ao azul, e absorve as demais. Um vermelho reflete apenas o vermelho, um objeto preto absorve todas as amplitudes, e um branco as reflete. À nossa visão da luz do sol no cotidiano, sua gama evolui ao longo do dia, conforme é filtrada pelos fluidos que compõem a atmosfera, separando as tonalidades. A camada de ar que envolve a nós e ao planeta é heterogênea em variáveis concentrações de gases e partículas sólidas, bem como a distância percorrida pela luz solar nela, para chegar até a nossa vista, é mais longa conforme o sol está mais próximo do horizonte. Todas estas variantes, entre outras, interferem na coloração de cada dia, compondo quadros de belezas singulares por toda a eternidade. Quando o astro-rei está elevado, as cores formadas pelas ondas lumínicas de menor amplitude, que vão do vermelho ao amarelo, contornam as moléculas gasosas e particulados em seu caminho. Violeta, anil, azul e verde, as ondas de maior amplitude, não conseguem desviar e colidem, alastrando-se. Preenchem o céu de tons frios, azulados, enquanto o sol nos parece amarelado, soma das cores que, em emissões desproporcionais, chegam a nós: vermelho, laranja e amarelo. Sobre nossas cabeças, próximo ao meio-dia, a bola de hidrogênio, produtora de hélio por fusão nuclear, atinge sua coloração mais próxima do níveo. À progressiva descida da carruagem de Apolo, seus raios percorrem um caminho maior, encontrando mais filtros e obstáculos no ambiente de ocorrência meteorológica, se tornando mais amarelos. Ao crepúsculo, mesmo as ondulações longas de laranja e vermelho trombam nas moléculas e partículas e desviam-se, avermelhando gradativamente o limiar do ocidente, enquanto o restante do céu ao longe no alto continua azul, violáceo, e o sol doura-se. A vermelha é a última frequência de luz que consegue cruzar a distância e nos alcançar em maior quantidade, então o sol se nos apresenta rubiáceo; quanto mais sólidos em suspensão — por ventanias ou poluição humana — e nuvens, mais intenso é esse efeito. E por fim, o firmamento enegrece com a ausência de luz, sem qualquer cor ou espalhamento dela: a fonte luminosa encontra-se além do horizonte.

E as nuvens? Compostas de água, gelo ou uma mistura de ambos, curiosamente, só não são feitas de H2O em estado gasoso, o vapor d’água, que na aerosfera apresenta-se disperso no ar. A aglutinação hídrica que gera as nuvens ocorre somente quando o solvente universal está em estado líquido ou sólido. Assim, formadas por partículas maiores que as de nitrogênio e oxigênio (os gases que, juntos, compõem noventa e nove por cento da camada gasosa que envolve nosso planeta), acabam as nuvens por criar barreira a todas as amplitudes ou cores de luz, absorvendo pouquíssimo delas, refletindo e espargindo-as quase em sua totalidade; eis que então se apresentam na cor da neve. E nos parecem enegrecidas, quando várias delas se sobrepõem, em formações que alcançam quilômetros de altura, de modo que apenas uma fração menor da luz solar as consegue atravessar e chegar até nós.

Pois bem. Apreciada essa ligeira introdução científica, voltemos agora ao arco de orla externa vermelha e borda interior violeta.

Evento óptico ocorrido entre luz solar e água em suspensão aérea, dispersando a luz alabastrina em infinitas matizes; referência a um dia de beleza e felicidade singular, bonança, especialmente após tempestade terrível; mapa e caminho para um tesouro dourado em sua extremidade; tema de desenho animado envolvendo ursinhos de inúmeras personalidades e modos carinhosos de ser; símbolo da rica individualidade humana e sexual. Gays e congêneres o usam para comunicarem, de modo pacífico e público, os locais onde podem ser eles mesmos, em toda sua essência. Onde todas as luzes podem brilhar, para muito além de branco, preto e cinza.

Escolha precisa. Pessoas amam cores, especialmente quando se divertem. Crianças adoram arco-íris, cães de todas as raças, amigos de muitos tamanhos e o conjunto dos lápis da caixinha de papelão. Algumas trazem doze opções, outras vinte e quatro. Quando eu estava matriculado no jardim da infância, o sonho especial de um pintor mirim era dispor daquela pequena arca com trinta e seis rolinhos de madeira, recheados cada um com um poder mágico sortido de materializar memórias e solidificar imaginação. Os adultos referem a eles como “lápis de cera aglomerada e pigmentos de cor”. Definição sem graça ou sentido; sem cor, mesmo.

Em inglês, a palavra “gay” remete essencialmente à pessoa alegre, jovial e brilhante, vistosa; vocábulo inglês originário do francês medieval gai, além de, a partir de meados do século XX, significar também sexualidade homoafetiva. Há três características em seres vivos da espécie Homo sapiens que apresentam acentuado valor prático à convivência: boa educação, caráter e humor. Vivem entre nós pessoas que se destacam em todas as três, de diversas afetividades.

É-me triste, sinal de atraso e pouco desenvolvimento intelectual e cultural, discriminar socialmente pessoas por sua sexualidade, gênero ou cores de pele, olhos ou cabelos. A fé religiosa e suas correntes filosóficas separam os seres, com a pretensão de definir o que a sociedade deve seguir. A mesma Instituição que já determinou a caça, tortura e morte de povos camponeses, urbanos e indígenas, sob alegação de “satanismo” e “bruxaria”, é a mesma que, a despeito do luxo abundante em suas liturgias e territórios, defende a humildade, a caridade e o perdão sem reservas. Obrigou crianças a sentarem sobre a mão esquerda em sala de aula, no intuito de evitar que produzissem atividade gráfica escolar com ela, certo que a maioria escrevia com a mão oposta, em que fazer o contrário da generalidade significaria antagonismo ao Divino, louvor ao “Canhoto”, anjo decaído. Tudo em nome do proprietário, presidente, criador e pai de tudo que existe. Tudo a Fé vê em branco e preto, Certo e Errado. Cada segundo de vida é repleto de escolhas e contextos complexos e relativos, com muitas cores e nuances, intraduzíveis ao binômio inaplicável de sim e não. A religião se crê detentora de poder sobre a vida de todas as pessoas, não só as de seu rebanho. Ainda vivemos a Idade Média.

Tu ignoras se a própria vida é salva por um médico homossexual, ateu, judeu ou de pele escura. E quando se é servido, ensinado, inspirado ou auxiliado por distintos juízes de Direito, padeiros, motoristas, professores, artistas favoritos, cada um de particularidades únicas.

É improvável que o respeito e a tolerância façam reinado em sociedade, quando há uma lei tida como de autoria do dono, autor e regente do universo, dizendo que quem nasce de modo díspar ao por ela determinado não possui os mesmos direitos. Que quem tem outra fé ou não a tem age indissociavelmente a serviço do Mal, vai para o “Inferno” e, portanto, vale menos e é má influência.

A tirania e a mediocridade, outro nome para covardia, andam de mãos dadas.

Podes talvez ter receio de que a influência da natureza de alguém possa modificar a tua. Tenho a firme sensação de que o âmago de um ser humano não é alterável, como a personalidade o é. Entrementes seja possível que teu temor possa ter fundamento, caro leitor preocupado: quando vossa própria identidade homo ou bissexual grita para exercer-se e te fazer feliz, pois do mesmo jeito que um gay sente e sabe qual é sua natureza sexual, um hétero também. Tens dúvidas sobre você mesmo, a pessoa a quem mais conheces na vida?

E como há autoduvidosos; em profusão. Toda cidade média e grande possui a “rua das prostitutas” e a “rua dos travestis”, próximas entre si. Geralmente com a de trás ou uma paralela, às vezes calçadas opostas da mesma avenida. Transita-se por um corredor onde o cardápio está em ambos os lados. Qualquer reportagem de TV, revista ou web ocultamente filma, e explicitamente mostra, que os clientes predominantes de um e outro são os mesmos: homens não efeminados casados com mulheres.

É foda quando tuas ideias não correspondem aos fatos, não é?

É preciso coragem. O ator da vida real é fraco, covarde. Pusilanimidade adubada por todas as Instituições, agentes tirânicos da alma social humana. Possibilidade: olhar um pouco mais para a Terra, e um tanto menos para a imaginação fantástica de livros e pessoas autoproclamadas representantes legais de seres invisíveis. Paz e amor ao próximo ingenuamente se crê constituírem exclusividades teológicas. São antes constatações intelectuais de raciocínio e prática do melhor caminho ao convívio longo e significante, distante da selvageria natural biológica. O mundo em si tem muito mais respostas reais que qualquer livro ou texto na internet. Já a fantasia imaginada é ilimitada, agradável, moldável, conveniente, confortável. A vida de fato é dura, insensível, indiferente; por isso o devaneio quase sempre a vence em anteposição nas mentes hominídeas.

Uma Antologia da Predominância Humana daria uma obra de fumaça, fuligem e rancor.

A quem possui um cérebro para pensar, um coração para sentir e olhos e ouvidos para observar e escutar, mantenha sempre hasteada sua bandeira de vida, amor e sentido de existir. Preocupar-se muito com a aceitação dos outros é plantar um campo de tristezas futuras. Há de encontrar tua alegria única sendo inteiro, autêntico. E assim, como não somos robôs ou formigas, nossa existência ocorre em um oceano de diversidades.

Insosso o mundo, se existisse somente um tipo de flor e todas as cidades fossem iguais.

*

Nota: Um dia antes de publicar este texto, uma amiga revelou-me que a faixa policromática curvilínea sempre surge em seu aniversário, na estreia de fevereiro. Quando criança, seu pai a acordava às seis horas desse dia para lhe mostrar o arco-íris. Após este homem ir, anos depois, levado pela mensageira divina, cria a garota que o semicírculo mágico jamais tornaria a resplandecer. Mas enganara-se, Íris continuou a lhe saudar ao entardecer.

Isso tocou-me profundamente. Quando há momento mais fantástico e importante que ser acordado por seu pai às seis da manhã, para com ele viver tão simples, profundo e eterno instante?

Observam-se as pétalas, os aromas, sorrisos, sabores e amores. A vida boa é colorida, e mesmo triste, plena de cores.


PS: Algum tempo após ter publicado este post, eu assistia na internet a um vídeo de 2018, uma propaganda de lápis coloridos, quando percebi o quanto ele me emocionava e remetia ao texto que acabamos de ler. Assim, embrenhei-me em pesquisar — esse comichão inincoçável — para apresentar aqui este trecho extra. Diante da leitura de “Arco-Íris”, imagino ter sido a tua personalidade adulta ora estimulada. Destarte, para encantar e inspirar um tanto mais a beleza nobre dos sentimentos únicos que são os teus, assista com os órgãos viso-auditivos e sinta com a alma, a dois vídeos distintos:

Faber-Castell — Aquarela (1983) “Versão Original” — 1:01 min

Faber-Castell — Caras e Cores (2018) — 1:01 min

(copie ou digite cada título no Youtube, sem incluir o tempo de duração)

 

Há uma versão de 1995 do comercial, que particularmente me pareceu menos graciosa em relação aos citados, por isso não a mencionei.

Note que no filme original, são divulgados diversos produtos: lápis (provavelmente, do tipo aquarelável), lapiseira, canetas esfero e hidrográficas, tinta guache e giz de cera. Já a produção de trinta e cinco anos depois anuncia um produto somente, uma caixa com trinta lápis: vinte e quatro coloridos, mais seis em tons de pele, no intuito de promover desde cedo a representatividade da diversidade humana e sua interação pacífica. E em 2020 surge uma versão derivada da anterior, cuja letra inclui mais alguns produtos para pintar e colorir, mantendo o conceito “Caras e Cores.”

História da música e seu compositor e intérprete: a versão original da canção nos filmes comerciais é italiana, produzida pela gravadora Maracanà/CGD, também italiana, e composta inicialmente no Brasil por Toquinho (violão) e Maurizio Fabrizio (piano). Fabrizio veio ao país especialmente para compor uma série de músicas para o álbum de Toquinho, que viria a ser lançado em 1983 na Itália, o “Acquarello”. Uma vez em terras tupiniquins, o músico italiano realizou produtiva parceria com o brasileiro Antônio Pecci Filho, cujos pais eram descendentes de imigrantes italianos. Quando pequeno, Pecci era chamado por sua mãe de “meu toquinho de gente”, indissociável apelido carinhoso pelo qual ficou conhecido em vários lugares do mundo: Toquinho.

Toquinho - Acquarello

O álbum lançado na península itálica possuía no total dez faixas, cinco em italiano e cinco em português, de modo alternado. Toquinho nada vira demais na Acquarello, que considerava como “de meio de disco”; opinião da qual aparentemente ninguém compartilhava, na gravadora. Consideravam-na fantástica, e ela saiu como primeira música do LP, além de nomeá-lo.

Ao contrário do que é amplamente divulgado, Vinícius de Moraes, amigo e maior parceiro de Toquinho, não teve participação direta na criação da canção-título, mas em uma anterior, chamada “Uma Rosa em Minha Mão”, do álbum Boca da Noite, de 1974, parte da trilha sonora da telenovela brasileira Fogo Sobre Terra, e que foi metade da base para a criação de “Acquarello”, sendo a outra metade contribuição de Mauricio Fabrizio.

Dada a relevância que alcançaria, em 2012 a obra sonora viria a ganhar uma versão remasterizada e com a mesma capa pela Halidon Music, empresa italiana criada em 1999.

Curiosamente, a última faixa do premiado álbum Ítalo-Tupiniquim é “Boca da Noite”, que faz parte e também dá nome ao citado disco de 74.

Toquinho — Boca da Noite, 1974

Fabrizio fez os arranjos quando voltou para a Europa, e as letras foram criadas depois por Guido Morra (lá onde se inventou a pizza, mesmo). Interpretadas em italiano na voz do próprio Toquinho — que desde 1969 com Chico Buarque de Hollanda já realizava trabalhos musicais, se apresentava em shows e gravava discos na Itália, sendo então bastante conhecido — se tornaram sucesso em vários países, tendo Acquarello, canção que abre o álbum e dá nome a ele, alcançado destaque especial. Tal reconhecimento estimulou-o a criar uma versão em português, para a qual, no fim, ele não se animou muito em lançar. Pois segundo o próprio, ela possuía uma letra longa e sem refrão, que não daria em muita coisa na sua terra natal; ele se enganaria pela segunda vez. Então, à época de sua gravação, soube por acaso do quão a versão original fora ainda mais bem-sucedida lá no país em forma de bota. O diretor da Ariola Discos, sua gravadora brasileira, lhe chamou e perguntou:

— Ô Toquinho. Quero falar um negócio com você. Você conhece um tal de “Toquinho” lá na Itália?

— Por quê? — indagou o genial músico, em resposta.

— Ele está em primeiro lugar lá, quem é esse cara?

Rindo, Toquinho respondeu:

— Sou eu, mesmo!

Segundo ele, a parca comunicação mundial naqueles primeiros anos da década de 80 se explicava pela inexistência de telefone celular, internet ou fax. Ainda sem muita crença, com apoio das poucas pessoas que a ouviram durante as gravações no estúdio, decidiu incluí-la em seu disco no Brasil e obteve repercussão igualmente estrondosa, ganhando disco de ouro por Aquarela, como ganhara por Acquarello na Itália e em todos os países pelos quais iria passar. De fato, já sendo conhecido depois de tantos anos se apresentando na península itálica, após o sucesso explosivo deste álbum, o “pequeno toquinho de gente” se tornou o primeiro brasileiro a receber um disco de ouro no país em forma de bota, ao atingir 100 mil cópias vendidas. Imortalizada na propaganda brasileira da multissecular fábrica alemã de lápis, a versão em português tornou-se alvo de petição pública compulsória nos shows do artista até hoje, incluindo pedidos de bis.

O álbum “Aquarela” trazia treze faixas em português, com a faixa homônima abrindo o lado B, ou sendo a sétima execução se tivesse sido lançada no tempo dos CDs. Nenhuma das músicas se repete entre os discos de cada país exceto a música-título, embora com letra diferente. Lançado em 1983.

Toquinho - Aquarela

Toquinho também a faria em espanhol. Lançou na Espanha, também em 1983, um compacto simples com apenas duas faixas, “Acuarela” e “O Bem Amado”.

Toquinho - frente

Toquinho - verso

Está escrito acima: Temas pertencentes a seu LP “ACUARELA”.

Vasculhando a internet, não consegui encontrar nada mais acerca deste quase single com “Acuarela”, tampouco sobre o referido LP. Talvez um dia eu encontre.

Ainda durante as pesquisas, soube que segundo nossos irmãos argentinos, estes preferem a letra em português, que traz outro significado, muito mais belo. Os italianos dizem que o texto em nossa língua é perceptivelmente melhor, com métrica mais apurada e ainda mais poético. Como bem o sabem os apaixonados pelas Letras, para se traduzir versos e frases, mantendo as rimas e métricas que proporcionam beleza sonora e musicalidade encantadora, é preciso alterar palavras, a ordem em que surgem e inevitavelmente um pouco do significado geral. São três canções análogas e díspares, afinal. De todas as opções, gostei mais da brasileira. E tu?

Canzone Acquarello – Toquinho (1983) – 4:18 min

Canção Aquarela – Toquinho (1983) – 4:15 min

Canción Acuarela – Toquinho (1983) – 4:17 min

Uma Rosa em Minha Mão — Toquinho & Vinícius de Moraes (1974) – 2:25 min (versão na voz de Toquinho)

Pesquise sem incluir o tempo de duração.

É isso. Um beijo a você, um sorriso brilhante e um abraço sem muita pressa. Que a bebida no copo esteja gelada, que o líquido na xícara esteja quente, e você tenha sempre um bom motivo para mostrar feliz, os dentes.

2 comentários em “Arco-Íris

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