Dois Anos

Pois é. Chegamos a dois anos de blog. Este espaço é mais que um lugar de vazão à arte, é onde se iniciou uma mudança importante em minha vida. A maior desde que me tornei adulto.

Aqui estão muitas horas, dias, paixão, amores, lembranças, inspiração, transpiração, dor, redenção. Há um pedaço, gritos, há canto. É bom escrever, pois é necessário.

E eu que vinha pensando nesse dia há vários, justamente na data, me esqueço dela. Porque passei o dia revisando, lendo, pesquisando, e até jogando um pouco de videogame. Relaxar de um assunto é preciso. E, não fosse o aviso agora há pouco do blog, o teria perdido. Normalmente, publico textos próximo das onze da manhã, e são nove da noite, enquanto escrevo. É, faz parte do distraído distrair-se.

Tudo bem. Antes tarde, do que mais tarde. Aqui começou um outro caminho, o que eu deveria ter seguido há muito. Que posso dizer então, nesta data? Bem, tenho trabalhado num livro. Todos os dias. Todos. Do mesmo modo que não passo um dia sem beber ao menos um gole de água. E, do que eu imaginava que seria meu presente de natal, depois de aniversário, e então que ficaria pronto até o meio do ano, todas as datas se expiraram, indiferentes a meu esforço insigne. E o volume dois de Just Writing  — Contos, Crônicas, Ensaio e Poesia, ainda não ficou pronto.

Exatamente antes de iniciar este texto, concluí de fato (porque já “o concluí” várias vezes) a segunda parte de Biquíni e Fogão, o texto mais lido do blog. É a continuação do conto, que agora, fica com o dobro de tamanho, com a nova parte. Ele estará no segundo livro, junto de alguns clássicos como Segunda NaturezaA Arte de Conquistar Uma Mulher sem Esforço, Faroeste Chinelo e alguns outros.  E vários textos inéditos, incluindo Olhar Nuvens, que é uma das coisas que mais gostei de ter produzido. E Abismo, Demônios Tabuleiro, que junto de Segunda Natureza, formam os “textos sombrios” da obra. O que mais posso adiantar é que os novos contos são mais intensos e, em média, mais longos. E que o volume deverá ter em torno de quatro vezes mais páginas que seu antecessor.

Escrever é cansativo às vezes, há partes menos divertidas, há as que fazem sentir os mais diversos pesares, alegrias, arrepios, saudades, nostalgias, esperanças, desilusões. Mas quando se percebe algo pronto que faz sentido a você, após um trabalho incalculável, porque calculá-lo, embora possível, não faz muito sentido, e você se maravilha com o que é maravilhoso, e se admira porque você o fez, e se alegra porque conseguiu, se orgulha porque assim o faz experimentar perante si mesmo, o sentimento é indescritível. Alegria serena, pulsos de vida, tônico ao coração.

Por aqui conheci blogueiros, cronistas, poetas, músicos e artistas variados, que eu não o teria feito se não houvesse seguido esse caminho.

Bem, é isso. Voltarei ao creme de abóbora com torradas nessa noite fria, que ficam esfriando enquanto digito. Quando o livro estiver pronto, avisarei aqui. Um caloroso abraço a todos.

Pós-Escrito antes de ir dormir: ah, o blog também indicou a marca de cinquenta posts publicados. E o creme de abóbora… foram quatro cumbucas. Ei, não me olhe assim. Está frio, sabe? A cumbuca nem é tão grande assim. E o creme é leve.

Ah, dane-se! Estava é uma delícia, mesmo.

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