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A verdade não era. Nunca o foi, pensou. As sombras se moviam, eles não percebiam?… viviam entre atros, movimentavam o ar nos vazios entre os instantes do passar, malicioso, o espaço, carregando ao colo o tempo.

O pino é retirado momentaneamente. Um acionamento lesto, quando o aspergido pó claro é recolhido no trapo molhado.

A verdade. A verdade! Tiraram-na de si. Levaram ainda a sua, devorada pela fome insaciavelmente tola entre os pequenos e os vultosos miseráveis ids de grandeza, expandindo-se onde os egos e os super, desentremeiam de uma verdade real.

Os fios, das caixas vermelhas, cortados.

Todos loucos, os que vigiam e os analisados. Verdades constritas, insubstanciais e descabidas. Olhe aquele pônei, ali na pintura, o quadro mais belo: sua tinta nunca seca, a inspiração é infinita. Ele cavalga e se esconde, deixa apenas o chifre de fora. Era uma tartaruga, fez-se um cavalo noviço e agora, um unicórnio que brinca de brincar de esconder-se. Olhe as paredes! dos prédios com a poeira do poder que se construiu. São instantes fixos, que nem nisso se prestam. Ressecam a cada respiração, descoram por todo fóton que lhes golpeia. Está bem ali, não veem? Não o diz o coração, comprimindo o sangue e o teu peito? Calou o tímpano, secou a língua, o cérebro deturpa o amargo elétron que um e outro hemisfério emite.

Grandes e pequenas folhas de macio algodão trançado.

Mata-nos. A verdade não o era? A sanidade atinge-lhos. A luz clara ofusca-os, se proveniente do núcleo molecular. Somos presos, estando livres; somos loucos, estando sãos.

Odorizantes e lúciferes.

Eu voarei por uma nesga esquecida, que não descobri. Ouvi no ar, seu chamado. Fluirei entre as copas, envolto sob os raios da lua clara. Deixarei-os, entre suas penumbras de silêncio ruidosas, embalados ao calor e iluminados por flamas.

Portas barradas e cabos rompidos. Sana manias da psiquê atria.

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