O Autor

Sou Leonard Olivier. Escritor que decidiu dedicar-se à escrita depois de ver que tinha sido enganado durante tanto tempo. Meu primeiro livro foi publicado em 2019, e o volume dois deve ser publicado no mesmo ano. No total, além do primeiro lançado, há outros quatro livros planejados, e todos já começaram a ser escritos. Serão obras com temas diferentes, direcionadas a públicos distintos, embora me pareça que a maioria seja um tanto universal.

Sou o cara na foto parcial de rosto. Brasileiro, mistura de branco, índio e negro. Fã de poucos e bons amigos, mulheres espirituosas, bonitas e inteligentes (não necessariamente em tal ordem), musculação, esportes com e sem bola, artes, dança, história e boa música — quase sempre do século passado. Coisas que me fazem sentir vivo e inspiram. Uma das perguntas mais úteis do mundo é a parte de seu corpo que mais gosta. Minha resposta? Meu cérebro, embora outras pessoas tenham mais dificuldade em escolher. Então percebe-se que fiz, de uma pergunta um pouquinho fútil, uma resposta faceira e descolada, que junto à complementação sobre a opinião alheia, faz Narciso se olhar no espelho e sorrir. Eu poderia ser um bom político; só que não. Falta-me o componente principal: cinismo aos montes, abundante e bem desenvolvido. Não que não possa sê-lo; teatralidade muito me agrada e diverte. Mas, só por diversão. Odeio ganhar dinheiro tendo de mentir mais do que o necessário à mínima lubrificação das relações sociais.

Sorvete de chocolate tem de ter gosto de chocolate, mas atualmente é só corante, aroma, gordura hidrogenada e açúcar. Tenho a impressão de que cada dia mais, nos tornamos atraentes, tentadores e bem divulgados sorvetes de chocolate moderno.

Eu passo. Vou naquele lugarzinho discreto, onde a mulher de avental quadriculado rosa e branco faz creme gelado com cho-co-la-te: escuro, com carinho e sem dó: ela tasca cacau mesmo. Como é bom!

E por necessidade de ânsia, aguda, crônica, endêmica, orgânica, espiritual, sede da seiva do cerne, mesmo: ao beijo, haver sabor de beijo, e ao pastel de carne, de ter gosto de pastel (E de carne), a arte precisa ser como a vida, também. Autêntica, de paladar intenso, com aquele perfume que nos busca longe, como o pastel de carne do Tochiro da feira, e com a cor que diz o que é — como o sorvete de chocolate de tia Lúcia.

2 comentários em “O Autor

  1. Parabéns ao conto e sua autointrodução de si próprio, que instiga a curiosidade e a reflexão. Gosto de ler, principalmente algo que me tire da rotina, autoajuda é a excesso pois sempre me vejo sendo criticada, mas minha maior virtude ou defeito é a curiosidade e você colocou que foi enganado e não explicou kkk. Parabéns pelo trabalho.

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